Visitei-a no passado domingo, através da empresa que me iniciou nesta actividade - Vertente Natural. Situada numa das mais belas zonas da Serra da Arrábida, esta gruta foi visitada poucas vezes, sendo uma das mais bonitas da zona, com formações rochosas fantásticas, destacando-se as estalactites, estalagmites e tubulares. A vista da sua entrada é de cortar a respiração; um ar fresco que nos limpa a alma e uma calma e beleza únicas, contrastando com o pequeno buraco escuro, quente e húmido por onde entrámos, que nos levava a cerca de 50 metros de profundidade (limite máximo permitido para a visita, pois a gruta estende-se até aos 110 metros), onde estavam escondidas verdadeiras pérolas.
Não tenho muita experiência em espeleologia. Esta foi a terceira gruta que fiz e confesso que tenho ganho um certo fascínio por cavidades subterrâneas. Esta gruta foi das mais bonitas e das mais exigentes fisicamente que visitei - está no nível médio em grau de dificuldade. Os monitores costumam dizer que no interior das grutas devemos apenas deixar pegadas e levar fotografias, pois desta vez trouxe umas belas nódoas negras e uma forte dor de braços (mais parecia que tinha tido uma aula de jiu-jitsu!).
Desta vez optamos por não levar máquina fotográfica, para nos facilitar os movimentos dentro da gruta e também pelo risco de a danificarmos (nem sequer nos lembrámos de levar a compacta...). Fiquei arrependida, porque com jeitinho e calma era possível levá-la comigo e ficava com um melhor registo fotográfico, uma vez que estas fotos foram tiradas de telemóvel. Esta gruta vai ficar novamente fechada, só abriu este fim-de-semana para a conhecermos, evitando, assim, causar um maior impacto no seu interior.






















